loading

Mostra Conexões celebra repertório histórico em sua 12ª edição.

Projeto Conexões lança edital de dramaturgia jovem e celebra repertório histórico em sua 12ª edição.

 

O Conexões é parte da maior celebração de teatro jovem do mundo, e agora, mais do que oferecer peças de autores renomados convida os próprios jovens a escreverem as suas.  O projeto já teve experiências de escrita por jovens, nas edições de 2012 e 2014, com Mariana Marteleto e José Arthur Ridolfo que tinham 19 anos à época.

 

O edital é aberto para que residentes no Estado de São Paulo, entre 15 e 25 anos, enviem um texto para ser encenado por jovens entre 12 e 19 anos e que permita a montagem de uma peça com até 1 hora de duração e que dialogue com o tema gerador “Minha voz é minha liberdade”.

 

“Minha voz é minha liberdade” foi escolhido para incitar a criação do texto. Ele não deve aprisionar e sim amparar a escrita. O tema provoca, abre possibilidades de caminhos e serve como guia no processo criativo. O texto não precisa necessariamente fazer referência ao tema de uma forma direta e objetiva. O tema é uma inspiração.

 

As inscrições são gratuitas e estão abertas até 19 de novembro de 2018 e devem ser efetuadas única e exclusivamente pelo site do Projeto Conexões no link: http://conexoes.org.br/inscricao-dramaturgia/ . Para efetuar a inscrição é necessário preencher integralmente o formulário de inscrição e anexar o texto teatral (em pdf) no campo indicado até às 23h do dia 19 de novembro de 2018.

 

Desde 2008, em parceria múltipla, as instituições British Council, Colégio São Luís, Cultura Inglesa, Escola Superior de Artes Célia Helena e o National Theatre de Londres, desenvolvem o Projeto Conexões, que incentiva o teatro feito por jovens de escolas públicas, privadas e coletivos independentes a partir de textos inéditos escritos por autores contemporâneos do Brasil e da Inglaterra.

Um projeto que impacta um público que dificilmente teria acesso ao teatro, seja na produção, na atuação ou na frequência a casas de espetáculos.

 

Mostra Conexões de Teatro Jovem 2018.

 

Em 2018, o Conexões comemora 12 anos de existência e se propõe a olhar para a trajetória percorrida revisitando o portfólio de textos produzidos especialmente para o projeto em diálogo com o universo jovem. São 47 peças de autores brasileiros e britânicos que contam a nossa história e a história de cada grupo, educador e artista que já participou do Conexões.

Convidamos os grupos para revisitarem o nosso portfólio de textos e escolherem qualquer uma das peças para montar este ano. Como resultado teremos uma retrospectiva do projeto com textos de quase todas as edições que tivemos até aqui. 

Confira a grade de apresentações e programe-se!

 

12ª Mostra Conexões de Teatro Jovem

De 5 a 14 de outubro - de quinta a domingo (horários diversos)

Local: Teatro Cultura Inglesa-Pinheiros (Rua Dep. Lacerda Franco, 333)

Entrada Franca

Retirada de ingressos 1h antes de cada apresentação

 

Dia 5 de outubro (sexta)

 

20h30 – Anoesis, de Junction25 - com Grupo da Escola Superior de Artes Célia Helena. (Texto integrante da edição 2014 do Projeto Conexões)

 

Dia 6 de outubro (sábado)

 

11h - Os Músicos, de Patrick Marber - com Grupo Eda de Teatro. (Texto integrante da edição 2016 do Projeto Conexões)

 

16h - A Voz do Silêncio, de José Arthur Ridolfo - com Grupo Teatro & Cia. (Texto integrante da edição 2014 do Projeto Conexões)

 

20h – DNA, de Dennis Kelly – com o Grupo do Colégio São Domingos. (Texto integrante da edição 2015 do Projeto Conexões)

 

Dia 7 de outubro (domingo)

 

16h - Celular: o show, de Jim Cartwright -  com o  Grupo da E.E. Prof. Astrogildo Silva - (Texto integrante da edição 2013 do Projeto Conexões)

 

20h – Mentiroso, de Gregory Burke – com o Grupo do Colégio São Luís - (Texto integrante da edição 2014 do Projeto Conexões)

 

Dia 10 de outubro (quarta)

20h30 - Admirável Mundo Novo!, de Luís Alberto de Abreu – com o Grupo do Colégio Espírito Santo - (Texto integrante da edição 2017 do Projeto Conexões)

 

Dia 11 de outubro (quinta)

20h30 - As Crisálidas, de David Harrower – com o Grupo do Colégio Vera Cruz - (Texto integrante da edição 2012 do Projeto Conexões)

 

Dia 12 de outubro (sexta)

 

20h30 - The brook under the bridge (A ponte), de Lucienne Guedes – com o Grupo da Cultura Inglesa - (apresentação em inglês). (Texto integrante da edição 2016 do Projeto Conexões)

 

Dia 13 de outubro (sábado)

 

20h – Maledicência, de Jandira Martini – com Cia. Palco de Teatro - (Texto integrante da edição 2010 do Projeto Conexões)

 

Dia 14 de outubro (domingo)

 

16h - Bolo de Noiva, da Mario Viana, com o Grupo Mudança de Cena - (Texto integrante da edição 2008 do Projeto Conexões)

 

20h - Meio-Fio, de Marcelo Rubens Paiva – com Grupo da E.E. Dr. Baeta Neves - (Texto integrante da edição 2007 do Projeto Conexões)

 

Sinopses das peças e currículos dos autores:

 

Anoesis, de Junction25 (tradução Fernanda Sampaio)

(Texto integrante da edição 2014 do Projeto Conexões)

 

Sinopse:

Nós sabemos que temos muitas escolhas a fazer. Nós sabemos que precisamos sentar e enfrentar o que vem pela frente. Nós sabemos que temos o direito de permanecer calados, mas que qualquer coisa que dissermos poderá ser usada contra nós. Nós sabemos que temos que ter sucesso na vida. Uma experiência de imersão sobre a educação escolar formal, as provas, o sucesso, o fracasso e os sistemas que nos afetam mesmo se escolhermos fazer parte deles ou não.

 

Autor

Junction 25 é um grupo de jovens artistas, com idades entre 11 e 18 anos, que pesquisa o teatro contemporâneo no Tramway Theatre em Glasgow na Escócia. O grupo foi formado em 2005 e a produção é coordenada por Jess Thorpe e Tash Gore. Com encontros semanais, o grupo se engaja em um sistema de processo colaborativo para criar trabalhos originais e autorais.

 

Os Músicos, de Patrick Marber (tradução Rodrigo Haddad)

 

Sinopse da peça:

A orquestra da escola vai apresentar a 4a Sinfonia de Tchaikovsky em Moscou no Festival de Música para a juventude, mas seus instrumentos estão presos na alfândega. Um garoto russo, fã de "Pinball Wizard" tem um plano para salvar a todos.

 

O Autor

Patrick Marber cresceu em Wimbledon e estudou Inglês na Wadham College de Oxford. Começou sua carreira como comediante stand up e ator em comédias de rádio. Escreveu sua primeira peça "Dealer´s Choice" em 1995.  "Closer" foi premiada com o Laurence Olivier Theatre Award de 1998 como Melhor Estreia de 1997 e com o London Critics Circle Theatre Award (Drama) de 1997 também como Melhor Estreia. Sua adaptação para o cinema foi indicada ao Globo de Ouro e ao Oscar.

 

 

A Voz do Silêncio, de José Arthur Ridolfo

 

Sinopse:

Em um futuro não muito distante, a sociedade brasileira tenta sobreviver a uma das maiores crises pela qual já passou. Com escassez de suprimentos básicos e principalmente de água, as classes mais desfortunadas da população tentam invadir as 'áreas de proteção', criadas ao redor dos bairros mais nobres das diversas megalópoles do país. Até que um jovem mudo residente de um dos bairros protegidos decide investigar, com a ajuda de um grupo de amigos, diversos desaparecimentos que ocorrem na região.

 

Autor

José Arthur Ridolfo é ex-aluno do Colégio São Luís e escreveu esse texto quando tinha 19 anos. Participou como aluno do grupo de teatro do Colégio e das atividades do Projeto Conexões entre 2008 e 2012. Atualmente estuda Filosofia na FFLCH-USP

 

 

DNA, de Dennis Kelly (tradução Soledad Yunge)

Sinopse:

Se você é adolescente e faz uma coisa errada, mas muito, muito errada, o que é que você deve fazer? Contar aos seus pais? Contar à polícia? Contar a um professor? Não. Você deve fazer exatamente igual aos adultos: encobrir tudo e esperar que ninguém descubra. DNA é sobre um grupo de adolescentes que se une por feito uma coisa má. Mas à medida que os acontecimentos evoluem, essa recém descoberta solidariedade começa a ruir.

 

Autor:

Dennis Kelly é autor de mais de 15 peças teatrais, um filme e algumas séries de TV. Premiado com quatro Tonys e sete Oliviers, os principais prêmios do teatro nos EUA e na Grã Bretanha, respectivamente. Em 2009, ele foi considerado o melhor dramaturgo não germânico pela revista alemã Theater Heute, e, em 2011, teve um livro com suas quatro primeiras peças publicadas. Suas principais obras além de "DNA" são: "Osama: The Hero", "Love and Money", "After the end" e "Orphans"). A sua obra já foi encenada na Alemanha, Áustria, Suíça, Eslováquia, Holanda, República Checa, Portugal, Itália, Austrália, Japão Brasil e Estados Unidos. 

 

Celular: o show,  de Jim Cartwright (tradução de Rodrigo Haddad)

Sinopse:

A peça retrata a caótica comunicação entre um grupo de jovens obcecados pelos seus telefones celulares, propondo uma reflexão sobre a forma como nos comunicamos uns com os outros e como as nossas vidas podem ser guiadas por nossos celulares.

 

Autor:

Jim Cartwright é um dramaturgo britânico muito premiado cuja obra tem sido montada pelo mundo e foi traduzida para mais de 35 idiomas. Ele escreve para cinema, televisão e rádio e suas peças já foram apresentadas no National Theatre, Royal Court Theatre, The West End de Londres e na Broadway, entre outros teatros. Suas peças mais famosas são: "Road", "Bed", "Two", "The Rise and Fall of Little Voice", "Prize Night" a "Hard Fruit".

 

 

Mentiroso, de Gregory Burke (tradução de Rodrigo Haddad)

 

Sinopse:

Katie é praticamente uma deusa. Donnie é o menino novo da escola. Ele também é um mentiroso. Na verdade, o nome dele nem é Donnie, é Ronnie, mas ele acha que Donnie é o tipo de nome que uma menina como Katie vai preferir. Infelizmente, como os melhores mentirosos, Ronnie tem uma tendência a ser pego. Mas não é isso que vai fazê-lo parar.

 

Autor

Gregory Burke nasceu em Dumferline em 1968. Em 2001 ele completou uma residência de oito semanas no Royal National Theatre Studio. Em 2002, ganhou o prêmio do Critics Circle de Dramaturgo Mais Promissor e também o prêmio de Melhor Peça Nova do TMA Barclays, além de ser um dos vencedores do prêmio Meyer-Whitworth no mesmo ano pela peça "Gagarin Way".

 

Admirável Mundo Novo!, de Luís Alberto de Abreu

 

Sinopse:

Um professor de escola secundária do Estado na periferia, vive uma crise no casamento e em sua profissão e relembra e narra fatos relacionados à personagens da escola e a seus alunos, entre eles uma gravidez negativa, um garoto transgênero e outro que desiste da escola. Ao fim, ele e sua mulher decidem continuar juntos.

 

Autor

Luís Alberto de Abreu começou a carreira como dramaturgo e, depois, passou a escrever roteiros para cinema e TV. A partir dos anos 80, destacou-se como autor ligado ao grupo Mambembe, com as peças Foi Bom, Meu Bem? e Cala a Boca já morreu. Em seus 28 anos de carreira, já conta com mais de 40 peças teatrais – escritas e adaptadas – em seu repertório, com destaque para a antológica Bella Ciao, as premiadas Borandá e Auto da paixão e da alegria, ambas encenadas pela Fraternal Companhia de Arte e Malas Artes; e O Livro de Jó, montada pelo Teatro da Vertigem. Para TV, escreveu os roteiros de duas minisséries globais recentemente: Hoje é Dia de Maria (2005) e A Pedra do Reino (2006). É a segunda vez que o autor escreve para o Projeto Conexões. A primeira foi em 2008 com a peça "O Primeiro Voo de Ícaro".

 

As Crisálidas, de David Harrower (tradução de Rodrigo Haddad)  

 

Sinopse:

(adaptação do romance de John Wyndham)

Em uma sociedade pós-holocausto nuclear e sujeita a uma conformidade absoluta, um grupo de jovens descobre ter dons incomuns de comunicação. Traídos, eles fogem para uma região proibida, uma floresta onde vivem seres conhecidos como "Os Outros".

 

Autor

David Harrower nasceu em 1966 em Edimburgo. Sua primeira peça, "Faca nas Galinhas", estreou em 1995, numa produção do Bush Theatre e do Traverse, com direção de Philip Howard. Logo obteve sucesso nos mais importantes palcos europeus. "Nunca tinha ido ao teatro, não tinha dinheiro", declarou Harrower, que ganhava a vida lavando pratos.

 

 

The Brooke under the bridge (A Ponte), de Lucienne Guedes (versão para inglês de Fernanda Sampaio)

 

Sinopse:

Numa pequena cidade, na primavera, existe uma tradição. Todos acreditam que ali, na ponte, uma espécie de flor responde a seus desejos: se forem se realizar, ouvirão uma canção. Muitos vêm à ponte fazer seus pedidos, desejos de mudança às vezes profunda. Mas desconhecem o segredo que essa história guarda. Quem é essa “flor que canta”?  O que está por trás dessa tradição?

 

Autor:

Lucienne Guedes é dramaturga, atriz, e diretora. Teve formação em teatro pela ECA-USP, além de formação em dança e música. É atriz fundadora do Teatro da Vertigem (atuou como atriz em Paraíso perdido (1992 e 2002), como dramaturgista em Apocalipse 1,11 (2000), como atriz em A última palavra é a penúltima 2.0 (2014) e Patronato 999 metros (2015, no Chile). Foi coordenadora e professora da Escola Livre de Teatro, professora convidada do Depto. de Artes Cênicas ECA-USP em 2009, 2010 e 2013 para as disciplinas Dramaturgia e Práticas da cena, da Escola Superior de Artes Célia Helena e da SP Escola de Teatro

 

 

Maledicência, de Jandira Martini

 

Sinopse:

Uma simples diversão pode se transformar em pesadelo? Um grupo de jovens as voltas com estranhos acontecimentos, durante o que deveria ser apenas mais uma balada. Tudo não passaria de um simples jogo? Ou uma pegadinha em que um misterioso agente provocador explora as fraquezas de cada um, levando-os aos limites de suas consciências?

 

Autor:

Jandira Martini é formada em Letras e também formou-se como atriz na Escola de Arte Dramática (EAD) em 1969. Escreveu as peças "O Eclipse", "A Vida é uma Ópera" (Prêmio APCA), "Sonho de uma noite de outono". Em parceira com Marcos Caruso: "Porca Miséria" (Prêmios APCA, Mambembe, Shell), "Sua Excelência, o Candidato" (Prêmio Mòliere), "Operação Abafa", "Jogo de Cintura", "Os Reis do Improviso" e "Brava Gente". Como atriz em teatro atuou em: "O Evangelho Segundo Jesus Cristo", "Ricardo III", "Porca Miséria" entre muitas outras. Recebeu o prêmio Governador do Estado como melhor atriz e melhor atriz coadjuvante. Em Televisão atuou em: "Caminho das Índias", "América", "O Clone", "Os Maias" entre muitas outras.

 

Bolo de Noiva, de Mário Viana

Sinopse:

No quintal de uma velha casa, um grupo de jovens se reúne. São todos parentes, cujos pais comemoram a boda de ouro dos avós. O público acompanha a festa pelos comentários dos jovens. Enquanto preparam um bolo, outro plano também está sendo cozinhado.

 

Autor

Mario Viana é jornalista formado pela Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero. Foi repórter na Folha de S. Paulo, editor-assistente na revista Veja São Paulo e editor do suplemento de turismo do jornal O Estado de S. Paulo, além de colaborador em diversas publicações nacionais. Recebeu prêmios no Concurso Nacional de Dramaturgia da Prefeitura de Porto Alegre, com as peças "Vamos?" e "Vestir o Pai"; no Concurso Nacional de Dramaturgia Plínio Marcos, da Secretaria de Cultura de São Paulo, com a peça "Vestir o Pai". Atualmente escreve para a TV Globo a série “Malhação – Viva a diferença!”

 

Meio-Fio, de Marcelo Rubens Paiva

 

Sinopse:

Limite e risco. Duas camadas sociais, dois mundos e formas de viver aparentemente opostas que se cruzam e revelam algo muito maior do que suas dicotomias. As adolescentes de classe alta, Ruth e Ercília, e os menores foragidos da Justiça, Alencar e Barros, desnudam seus medos, angústias, frustrações e esperanças num encontro-limite.

 

Autor

Marcelo Rubens Paiva é escritor e dramaturgo, nasceu em 1959 em São Paulo. Ganhador do Prêmio Jabuti (1983), Moinho Santista (1985) e Shell de Teatro (2000), estudou na Escola de Comunicações e Artes da USP, frequentou o mestrado de Teoria Literária da Unicamp, o curso de dramaturgia do Centro de Pesquisas Teatrais do Sesc-SP e o Knight Fellow Program da Universidade de Stanford, Califórnia. Publicou os romances “Feliz Ano Velho” (1982, Prêmio Jabuti), “Blecaute” (1986), “Ua:brari” (1990), “Bala na Agulha” (1992) e “Não És Tu, Brasil” (1996), todos antes editados pela ARX e agora pela Objetiva. Publicou também o livro de crônicas “As Fêmeas” (1994). Foi traduzido para o inglês, espanhol, francês, italiano, alemão e tcheco. Como dramaturgo, escreveu “525 Linhas” (1989), “O Predador Entra na Sala” (1997), “Da Boca pra Fora – E Aí, Comeu?” (1999, Prêmo Shell), “Mais-Que-Imperfeito” (2000), “ As Mentiras que os Homens Contam” (2001), “Closet Show” (2001) e “No Retrovisor” (2002). Atualmente, é colunista do jornal “O Estado de São Paulo”.